
Moradores do Edifício Laura Amélia, no Cordeiro, acordaram ontem pela manhã com rachaduras nos imóveis. Foto: Arte Pedrom sobre foto de Lais Telles/Esp DP/D.A Press
Segundo o engenheiro do ITEP Carlos Wellington Pires, que participou da elaboração do diagnóstico, ainda não teve início a recuperação de nenhuma dessas edificações. ´Dos municípios, apenas Jaboatão e Paulista não concluíram o diagnóstico dos prédios que foram escolhidos para o projeto piloto de recuperação, mas, mesmo nos que já estão com os projetos prontos, a recuperação não foi iniciada`, revelou.
A escolha de um prédio-piloto é para se ter um parâmetro do valor necessário para recuperar os prédios com risco de desabar. Além dos que estão em risco muito alto, a Secretaria das Cidades acrescentou os que estão interditados, aumentando para 340 o número de prédios que precisam ser recuperados. ´Esperamos que em 20 dias seja lançado o edital para os laudos e projetos de recuperação dessas edificações`, explicou a secretária executiva da Secretaria das Cidades, Ana Suassuna. Os laudos em cada uma das 340 unidades serão custeados pelo estado. ´São cerca de R$ 7 milhões que vão ser aplicados para os laudos e projetos de recuperação`, explicou Suassuna. Em março do ano passado foi firmado um acordo de cooperação entre o estado e o Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) destinado para as habitações em todo o país. Pelo fundo, o orçamento previsto para recuperar as edificações com risco muito alto está estimado em R$ 172 milhões. ´Demorou muito para o projeto do prédio-piloto ser concluído pelos municípios. Nós estamos iniciando uma outra etapa com os projetos de recuperação das 340 unidades`, afirmou Suassuna.
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